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Seres em plena jornada.

Sua essência, seu ser real “espirito”, quando desaparece do cenário da fenomenalidade, deixa de existir apenas como fenômenos, mas continua a ser como Realidade espírito.

Você é um espírito e não a forma corpo, perceba que você é um ser real que se aperfeiçoa, se aprimora!

Você é a centelha que se experiencia! Para o espírito não existe tempo, não há tempo! O tempo faz parte do nosso expecto existência.

Os fenômenos são causados, produzidos, efetuados, nascem e morrem, e tornam a nascer e a morrer, numa indefinida sucessão de existir e não existir.

Neste intricado espetáculo da existência, somos mais do que meros atores em corpos temporários.

Somos seres espirituais imortais, mergulhando temporariamente na experiência humana para evolução e experimentação.

Além dos véus da matéria e das personalidades efêmeras, nossa verdadeira identidade resplandece como consciência eterna...

Nosso espírito que é essência transcende o tempo e o espaço, somos parte de uma dimensão maior que não conseguimos perceber nesse momento, temos sim pequenos insights, lampejos do que seja essa dimensão, Deus, Divindade ou como Jesus o chamava: Pai.

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Prefácio dos Avatares - Português

Não sou aquele que sabe, mas aquele que busca. - Hermann Hesse

Este livro é para todo indivíduo, que tenha uma religião ou não, que busca conhecimento acerca da espiritualidade e dos ensinamentos dos grandes avatares. O livro é uma tentativa de resumir os insights filosóficos e metafísicos do professor e filósofo Huberto Rohden, contemporâneo de Albert Einstein, com o qual lecionava no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, em Nova Jersey, onde formulou sua base para a filosofia cósmica. Essa obra reúne alguns de seus ensinamentos, sobretudo dos últimos quatro anos da sua vida, onde ele descreve as mensagens dos grandes avatares. Aqui, os manuscritos são descritos em forma de romance onde são incorporados conhecimentos advindos das aulas do filósofo.

O livro surge justamente em um período de crise, em uma pandemia sem precedentes, somada à falência de uma humanidade fragmentada com o ideal individualista do ego. Quando tempos difíceis surgem... é quando reconhecemos a força dos ensinamentos dos seres de luz. Eles nos guiam como setas no caminho, nos asseguram, nos confortam e nos fortalecem quando as trevas se fazem presentes. Nesse exato momento de completa escuridão, a humanidade precisa optar pela evolução, buscando agregar valores à vida tornando-se consciência de si mesmo como parte do Universo e agregando valores. Sendo bom, buscando sabedoria e discernimento de justiça em suas atitudes, não há nada mais edificante para a alma do que ser bom.

Mas, infelizmente, a justiça, a bondade não são uma realidade para muitos de nós no mundo, neste momento. Sobretudo, os que se deixam influenciar pelas mentes e energias negativas dobrando-se perante o mal, tornando o ego o seu senhor. O que produzimos através da nossa atitude, da nossa energia, o bem ou o mal, é porque permitimos. O livre arbítrio existe e quando a lei que rege o Universo chega para fazer justiça não adianta terceirizar como castigo de Deus pelo mal que causamos a nós mesmos. Como bem disse Carl Jung: 'Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que escolhi me tornar'.

Se perguntarmos à grande massa da sociedade: O que ela entende por material ou espiritual? A grande maioria vai ser implacável e dizer: O que existe é material e só acredita no que vê. As pessoas acreditam que é material porque imaginam tudo através dos nossos cinco sentidos que dão realidade às coisas, já o espiritual não é palpável, não podemos tocar, ver, então é apenas uma teoria, suposição ou utopia. A maioria das pessoas vive baseada nas projeções das suas sombras, e sofre porque se tornou uma pessoa superficial, mas quando se busca o que é real, conhece-se a si mesmo, realiza-se como ser humano e atinge um grau mais elevado de consciência. O nível de consciência que podemos experimentar depende diretamente da quantidade de presença que conseguimos sustentar. Presença da realidade cósmica, divina.

Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação. Todos querem ser iniciados, mas se entende por iniciação uma alo-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru. Esta alo-iniciação é uma utopia, uma ilusão. Só existe autoiniciação. O homem só pode ser iniciado por si mesmo. O que o mestre, o guru pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém pode se autoiniciar; pode colocar setas ao longo do caminho, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer — suposto que ele mesmo seja um autoiniciado.

Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos o caminho da iniciação, o que ele chama o 'Reino dos Céus', mas não iniciou nenhum dos seus discípulos. Eles mesmos se autoiniciaram sem nenhum mestre externo, só dirigidos pelo mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio Eu divino, da sua alma, do seu Cristo Interno.

Mas, acima de tudo, o que quer dizer Iniciação? Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo. O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo. Não sabe o que ele é realmente. O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente, com suas emoções. E nesta ilusão vive o homem para não dizer (dorme) a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não acordou, não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isto não pode entrar na autorrealização. O que deve um homem profano fazer para se autoiniciar? Para sair do mundo da ilusão sobre si mesmo e entrar no mundo da verdade?

Descobrir a verdade libertadora sobre si mesmo. A verdade que o libertou da velha ilusão de se identificar com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções; saiu das trevas da ilusão escravizante, e ingressou na luz da verdade libertadora: 'Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai... O reino dos céus está dentro de mim'. E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões. Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda a injustiça, de toda a desonestidade, de todos os ódios e malevolências — de todo o mundo caótico do velho ego. O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu Eu verdadeiro.

Minha esperança é que esse livro acrescente algo em sua jornada, algo que o faça crescer como ser humano e espírito.

Apesar de tudo, percebo que em algum lugar, há alguém buscando o autoconhecimento, buscando entender esta viagem - a vida. Nós, seres humanos, embora sejamos muito limitados fisicamente, temos nossas mentes livres para explorar todo o Universo. Há também muitas coisas lá fora, além do Universo observável, ou seja, existem diversos níveis de universos.

As leis que regem o Universo sideral regem também o Universo hominal, pois há um paralelo entre as constituições cósmicas siderais e a hominal. O Universo sideral é tido como um sistema automático, onde ninguém decide o nascimento de uma estrela, enquanto isso, o universo hominal não é automático. O homem recebeu algo que jamais lhe será tirado, o livre arbítrio, isto é, as suas escolhas definem a sua trajetória.

As leis cósmicas são inexoráveis e imutáveis, tanto no mundo sideral como no mundo hominal. O homem é um microcosmo dentro do macrocosmo, dentro dele existe o segredo da compreensão do todo. Olhe para dentro, para as suas profundezas e verá que é parte do Universo, pois trazemos o Cosmo em nós e somos parte dele, o mesmo Cosmo que procuramos a anos-luz de distância lá fora... É desse Cosmo bem dentro de nós que vem nossa verdadeira intuição, nossa força...

Os avatares têm como objetivo o despertar da humanidade. Krishna disse: 'Sempre que o mundo decai em virtude e em justiça venho eu, o Mestre, e me faço homem entre os homens sempre'!

Então, todos esses seres, estes avatares: Krishna, Cristo, Buda e outros todos transmitem uma única mensagem, uma única ideia.

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Avatars Preface - English

I'm not the one who knows, but the one who seeks. - Hermann Hesse

This book is for anyone, religious or not, who seeks knowledge about spirituality and the teachings of the great avatars. The book is an attempt to summarize the philosophical and metaphysical insights of professor and philosopher Huberto Rohden, a contemporary of Albert Einstein, with whom he taught at the Institute for Advanced Study in Princeton, New Jersey, where he formulated his basis for cosmic philosophy. This work brings together some of his teachings, especially from the last four years of his life, where he describes the messages of the great avatars. Here, the manuscripts are described in the form of a novel, incorporating knowledge from the philosopher's classes.

The book comes just at a time of crisis, in an unprecedented pandemic, added to the bankruptcy of a humanity fragmented by the individualistic ideal of the ego. When difficult times arise... that's when we recognize the power of the teachings of beings of light. They guide us like arrows on the path, assuring us, comforting us, and strengthening us when darkness is present. At this very moment of complete darkness, humanity needs to opt for evolution, seeking to add value to life by becoming aware of itself as part of the Universe and adding value. Being good, seeking wisdom and discernment of justice in your attitudes, there is nothing more uplifting for the soul than being good.

But, unfortunately, justice and kindness are not a reality for many of us in the world at the moment. Especially those who let themselves be influenced by negative minds and energies, bending to evil, making the ego its master. What we produce through our attitude, our energy, good or evil, is because we allow it. Free will exists, and when the law that governs the Universe comes to do justice, there's no point in outsourcing it as God's punishment for the evil we've caused ourselves. As Carl Jung said: 'I am not what happened to me, I am what I chose to become.'

If we ask the great mass of society: What do they mean by material or spiritual? The vast majority will be implacable and say: What exists is material, and they only believe what they see. People believe it's material because they imagine everything through our five senses that give reality to things, while the spiritual isn't tangible, we can't touch it, we can't see it, so it's just a theory, supposition, or utopia. Most people live based on the projections of their shadows and suffer because they have become superficial, but when you search for what is real, you get to know yourself, realize yourself as a human being, and reach a higher level of consciousness. The level of consciousness we can experience depends directly on the amount of presence we can sustain. Presence of cosmic, divine reality.

Nowadays, many people talk about initiation. Everyone wants to be initiated, but initiation is understood to be an allo-initiation, an initiation by someone else, by a master, a guru. This allo-initiation is a utopia, an illusion. There is only self-initiation. Man can only be initiated by himself. What the master, the guru can do is to show the path along which someone can become self-initiated; he can place arrows along the path, arrows that indicate the right direction for the disciple to follow in order to reach the knowledge of the truth about himself. This the master can and must do - provided that he himself is a self-initiate. Jesus, the greatest of the Masters that Western humanity knows, at least here, for three consecutive years, showed his disciples the path of initiation, what he calls the 'Kingdom of Heaven,' but he didn't initiate any of his disciples. They initiated themselves without any external master, only led by their inner master, by the awareness of their own divine Self, their soul, their Inner Christ.

But, above all, what does Initiation mean? Initiation is the beginning of the experience of the truth about oneself. Profane man lives in illusion about himself. He doesn't know what he really is. Profane man identifies with his body, with his mind, with his emotions. And in this illusion, man lives, not to say (sleeps) his whole life, 30, 50, 80 years. He hasn't woken up, he hasn't been initiated into the truth about himself, he doesn't have self-knowledge, and so he can't enter into self-realization. What must a profane man do to become self-initiated? To leave the world of self-delusion and enter the world of truth?

Discovering the liberating truth about yourself. The truth that freed you from the old illusion of identifying with your body, your mind, your emotions; you came out of the darkness of the enslaving illusion and into the light of the liberating truth: 'I am spirit, I am soul, I and the Father are one, the Father is in me and I am in the Father.... The kingdom of heaven is within me.'

And whoever discovers the truth about himself frees himself from all untruths and illusions. They are freed from selfishness, greed, lust, the desire to exploit and defraud others. He is freed from all injustice, all dishonesty, all hatred, and malevolence - from the whole chaotic world of the old ego.

The initiate dies to his illusory ego and is born to his true Self. My hope is that this book will add something to your journey, something that will make you grow as a human being and as a spirit.

Despite everything, I realize that somewhere there is someone seeking self-knowledge, seeking to understand this journey - life. Although we human beings are very limited physically, our minds are free to explore the entire Universe.

There are also many things out there, beyond the observable Universe; in other words, there are different levels of universes.

The laws that govern the sidereal universe also govern the human universe because there is a parallel between the sidereal and human cosmic constitutions. The sidereal universe is considered to be an automatic system, where no one decides the birth of a star, while the human universe is not automatic. Man has been given something that will never be taken away from him: free will, i.e., his choices define his trajectory.

Cosmic laws are inexorable and immutable, both in the sidereal world and in the human world. Man is a microcosm within the macrocosm; within him lies the secret of understanding the whole. Look within, into your depths, and you will see that you are part of the Universe, because we carry the Cosmos within us and we are part of it, the same Cosmos that we look for light years away out there... It is from this Cosmos deep within us that our true intuition, our strength, comes from...

The avatars aim to awaken humanity.

Krishna said: 'Whenever the world declines in virtue and righteousness, I, the Master, come and become a man among men forever!'

So, all these beings, these avatars: Krishna, Christ, Buddha, and others all convey a single message, a single idea.

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Prefácio - Histórias que elevam a alma

“Nenhum esconderijo me pode proteger contra as consequências dolorosas dos males que vier a praticar. Nenhuma potência, terrena ou não, poderá deter a mão-carícia de Deus a procurar-me pelo que eu tiver feito de bom. A isso chamo justiça.” Hermógenes

A história de cada um de nós está escrita em nosso livro – o que fizemos ao passar por este planeta, o quanto aprendemos a perdoar ou quantas pedras arremessamos contra o nosso irmão, o quanto da alegria do nosso espírito conseguimos repartir com o nosso semelhante.

Verifiquemos constantemente se estamos agindo bem. Lembremo-nos que nenhum de nós pode morar aqui para sempre – o maior tempo que podemos ficar são aproximadamente cem anos. Sendo assim, enquanto estivermos aqui, devemos procurar ter um bom coração e fazer de nossas vidas algo de positivo e útil, pois seria lamentável e triste passar esse tempo agravando os problemas que nos afligem.

Lembremo-nos que Jesus revelou e exemplificou ao homem o comportamento ideal para a construção da felicidade; pregou para os simples de coração – quando digo simples, não me refiro a quem tenha, ou não, dinheiro. Há gente pobre cheia de soberba. E existem pessoas que até poder têm nas mãos e que, no entanto, são humildes. Aliás, quem o tem mesmo neste mundo? Os cemitérios estão cheios de poderosos. Tenhamos certeza: os homens têm apenas momentos de poder, dos quais prestarão severas contas, mais dia, menos dia.

Temos que escolher como objetivo de nossa existência transformar consideravelmente a nossa maneira de viver, “pois tudo aquilo que fizermos agora, será aquilo que colheremos depois.”

Procuremos, mesmo com pequenos gestos, sermos compassivos em nosso dia a dia. O aperfeiçoamento espiritual exige um esforço concentrado para desarmar o coração, acalmar o medo, renovar a alma. O trabalho começa dentro de nós e pode ser bastante árduo.

Rogo a Deus, caro leitor, que ele desperte, em nossa alma, a certeza de que somos os criadores de nossa felicidade e de nosso sofrimento.

Uma lenda do Egito Antigo ilustra, perfeitamente, a ideia de que seremos julgados pelo bem que fizemos ou deixamos de fazer:

Naquele tempo vivia o príncipe Satni, um dos filhos de Sua Majestade Ramsés II. Era inteligente e muito cedo aprendeu a arte de ler e escrever, tornando-se um grande sábio.

Satni também sabia decifrar enigmas. Vez por outra ele tirava o faraó de situações muito embaraçosas. Apesar de tudo, Satni não se sentia totalmente feliz. Mahi, sua esposa que ele tanto amava, não lhe dera nenhum filho.

Certo dia, Mahi foi ao templo de Ptah, pedir ao deus que lhe desse um filho. Enquanto fazia suas preces, ela adormeceu. Em seu sonho, uma voz lhe disse que seu desejo seria realizado. No mesmo instante, Satni ouviu uma voz: “Dentro de alguns meses terás um filho. Tu o chamarás Senosíris. O Egito levará na lembrança os milagres que ele fará.”

O menino nasceu, e muito cedo manifestou dons excepcionais.

Satni orgulhava-se do filho. Chegava a pedir conselhos e informações ao menino, e Senosíris orientava e ensinava o pai em suas reflexões.

Certo dia, os dois estavam no terraço de sua casa quando ouviram gritos. Ao se debruçar, Satni viu um cortejo fúnebre. Uma parelha de vacas puxava o carro, carpideiras profissionais gemiam e levavam as mãos à cabeça, enquanto os membros da família soluçavam e gesticulavam. O morto era um homem muito rico. Atrás do cortejo, vinham seus servidores, trazendo bolos e taças, mobílias, roupas, joias de ouro e colares colocados em bandejas. Todas essas coisas desceriam à tumba junto com o sarcófago.

Debruçando-se mais um pouco, Satni viu que mais atrás vinha outro cortejo fúnebre. Era o de um pobre miserável, simplesmente enrolado numa esteira. Nem a família nem os amigos choravam aquele homem, que seria jogado num buraco cavado nas areias do deserto.

“Osíris permita que eu seja levado ao túmulo com dignidade, e não enrolado numa esteira.”

“Espero que você parta como aquele pobre homem” – disse Senosíris ao pai.

“Como pode um filho falar assim?”

“Sei o que estou dizendo. Venha comigo. Vou lhe mostrar o lugar ocupado por aqueles dois, e muitas outras coisas.”

Senosíris pegou o pai pela mão e os dois foram para a rua. Atravessaram o Nilo e tomaram o caminho das montanhas, a oeste. Os lábios do menino pronunciaram uma fórmula mágica e a fronteira que separa os vivos dos mortos se apagou.

Satni deixou-se levar pelo filho, um milhão de vezes mais sábio do que ele. Foi levado pelo menino às altas falésias e atravessou sucessivamente três salas, onde se encontravam seres humanos de todas as condições.

Na quarta sala, imensa, muitos seres estendiam as mãos tentando alcançar os cestos que continham pão e água, pendurados acima deles. Era inútil, pois homens escavavam a areia sob seus pés para mantê-los sedentos e famintos.

À porta da quinta sala, homens acusados de crimes imploravam misericórdia. O eixo da porta estava fincado no olho direito de um que implorava por piedade e gemia.

Satni continuava avançando com o filho. Na sala das Duas Verdades estavam os deuses que julgavam os mortos que chegavam ao Amentit. Osíris, o “ser bom”, estava sentado num trono de ouro. À direita de Osíris, estava Anúbis, à esquerda, Tot, com sua cabeça de íbis. Eram assistidos por quarenta e dois deuses, participantes do tribunal de justiça de Amentit. No centro da sala estava a balança. Em um dos pratos, o coração do defunto; no outro, Mâat, a pluma de avestruz. Nela se pesavam os delitos e os méritos. Anúbis interrogava os acusados e Tot estabelecia as sentenças verbais.

Ai daqueles que tinham feito mais mal do que bem. Felizes os virtuosos de coração leve, pois eles permaneceriam no reino de Osíris.

“Senosíris” – murmurou Satni – “estou maravilhado e perplexo. Explique-me quem é aquele homem vestido de linho branco, perto do ‘ser bom’”.

“É aquele homem pobre que você viu enrolado numa esteira, que nem a família nem os amigos choravam. Seu coração não pesou na balança. O tribunal decidiu, então, que, em vista de suas boas ações e de seus méritos, ele receberia os trajes do homem rico, daquele cortejo luxuoso. Este último havia cometido tantas maldades, que seu coração quase quebrou o prato da balança. A esta hora, ele está gemendo e o eixo da porta da quinta sala está fincado em seu olho direito.”

Tenho certeza que você, leitor, não vai querer escutar, ao final da tua passagem por este planeta, quando fores prestar conta dos teus atos e tiveres que pesar o teu coração, as seguintes palavras: “Oh! Quanto me pesa este coração, que é de pedra.”

Que a paz faça morada em nosso coração!

Notas de rodapé:

1. Mulher que tinha por ofício chorar nos funerais; 2. Rochas escarpadas à beira do mar, moldadas pela erosão marinha, muitas vezes formando imensos paredões.

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Prefácio - Procure-me

“Se amas e te tornas mais altruísta, mais nobre, mais bondoso, mais atento sobre a dor da humanidade, realmente amas. Se amas e se tornas o mais egoísta, o mais isolado, o mais voltado apenas para os seus interesses, não amas. Nem amas ninguém que assim o faça.” Cícero, Pensador Romano

Aqui começa uma emocionante história de amor! Espero que você se deixe conquistar e enamorar de novo, seja por uma esposa(o), seja por uma noiva(o), seja por uma namorada(o), seja por alguém que você acabou de conhecer. Que essa história provoque lembranças, faça-o sonhar! Que traga o amor de volta à sua vida...

O que falta para você encontrar o seu verdadeiro amor? Muitas são as considerações sobre as várias faces do amor, os seus limites, a sua falta de limites e outros detalhes.

Muitos são os que falam a palavra 'amor'... temos que ter cuidado para que as palavras não sejam esvaziadas de sentido, inviabilizando o que há de mais sagrado. Não podemos jogar palavras ao vento sem o verdadeiro sentimento.

Lembre-se: é preciso dar um mergulho com considerável profundidade no nosso coração e é preciso trazer o que temos de melhor para buscarmos outro coração disponível a viver o amor, seja ele eterno, seja ele finito.

E quais são os autorizados a falar dele? Aqueles que sabem colocar nas pequenas e nas grandes coisas do dia a dia gestos amorosos, conduzindo a vida com sabedoria e sugerindo atitudes de bom coração para os que estão à sua volta.

Todos nós convivemos com a ideia de encontrarmos a pessoa certa. Desde cedo, acreditamos que nossa alma afim, o verdadeiro amor, realmente existe.

Assim como vocês, eu também investi na grande busca de encontrar alguém muito especial: alguém que nasceu para compartilhar os momentos desta grande viagem que é a vida. Sempre observei e anotei mentalmente frases, situações e atitudes criadas pelas pessoas que se 'amam', mas não conseguia entender o porquê de tantos desencontros.

Quando eu era criança, achava que as pessoas que namoravam, noivavam e se casavam seriam, inevitavelmente, felizes e que se encontraram porque tinham se deparado, respectivamente, com suas pessoas certas.

Eu era mesmo uma criança...

O tempo passou, mas não passou minha paixão pelo tema da pessoa certa. Ela existe? Ou será que não passa de mais uma lenda, de um devaneio?

O que sei, com certeza, é que em todos os lugares deste planeta um ser procura o outro para amar. Isso porque, em algum momento, alguém nos disse: 'Um dia, você vai encontrar a pessoa certa'.

Calcado nesta esperança de amor, é que foi escrito 'Procure-me', acreditando nessa promessa que fizemos a nós mesmos num ponto de nossas vidas, aqui na Terra ou no plano espiritual, é que vamos em frente.

Juntos, vamos a Paris, a Londres e a muitos outros lugares, mas, vamos, sobretudo, ao coração. E quando chegarmos lá, no seu interior, é que eu e você vamos perceber a beleza de sua geografia, a pureza de seu ar e o redemoinho que sacode nossas emoções a cada segundo.

Neste livro, consegui reunir a orientação precisa dos benfeitores espirituais com as loucuras, indecisões e inseguranças que fazem parte da vida de qualquer ser humano. É ao seu lado, atento às suas observações, que me sinto mais mortal, humano e com o grande e inevitável direito de errar.

Nas próximas páginas, você vai conhecer personagens visíveis e invisíveis que nos acompanham em nossas buscas. Uma busca que é o resumo daquilo que todos nós desejamos nesta vida: encontrar o verdadeiro amor e juntos podermos elevar nossa capacidade de desenvolver nossa essência e de crescermos como seres humanos.

Na sociedade atual você pergunta às pessoas o que é o mundo real? É o mundo espiritual, ou o mundo material? A maioria das pessoas vai dizer: é o mundo material, esse que a gente está vendo.

O mundo espiritual, as pessoas falam sobre ele, mas ninguém o provou, ninguém tem prova nenhuma de que ele existe, é uma estória uma ficção, o mundo real é o mundo material. Vivemos em uma sociedade eminentemente materialista. O critério dos sentidos é que dá realidade às coisas. No mundo espiritual ninguém toca, ninguém vê. Então ele é uma teoria, uma hipótese.

Se você perguntar a um sábio, ele vai dizer: o espiritual é o real. O material é uma ilusão. Porque o material passa. É impermanente. O que é permanente é tudo que não se pode ser tirado de você. Tudo que pode ser tirado de você é ilusório. Uma hora vai ter que ser devolvido à natureza.

Perdemos quando esquecemos da nossa essência, da nossa alma. Não podemos deixar que os outros, a sociedade, a grande massa, a mídia e as redes sociais tomem o controle da nossa própria vida.

A carência do ego é uma força poderosa capaz de criar ilusões, dualidades, contribuindo para uma sensação de confusão e conflitos...

A solução é buscar um nível de consciência mais elevado, buscar o que é real, o que é permanente dentro de si, realizando-se como ser humano, atingindo um nível de consciência mais elevado buscando valores, virtudes, justiça e sabedoria.

A evolução, o livre arbítrio sempre são respeitados, inclusive se você preferir seguir dormindo e se identificando com o ego ilusório saiba que não há nada de errado nisso, pois cada um é livre para escolher suas experiências, inclusive o momento de iniciar o retorno à Fonte, à Divindade.

Despertar para o autoconhecimento e para a expansão de consciência é libertar a si mesmo... é libertar-se da ilusão do que é dual.

Na viagem que foi escrever essa história, vivi emoções profundas, lancei-me ao desconhecido e me deixei abraçar por ensinamentos espirituais e pelo amor.

Em algumas linhas, aqui e ali, meu envolvimento com as personagens foi tanto que, ao terminar, fiquei triste e chateado por algumas semanas, porque tive que me despedir de um mundo que eu sonho para mim e para todos. Um mundo onde o amor seja o começo, o meio e o fim de tudo.

Foi escrevendo que descobri que no amor se reúnem todas as coisas boas e positivas de que nós, humanos, habitantes deste planeta em evolução, precisamos para viver.

O amor está em tudo. É tudo! Mas nem todos parecem acreditar. Às vezes, acreditar no amor parece tão sobrenatural e tão difícil como acreditar em anjos, em seres espirituais, de luz, entre outras coisas.

Nessa história, tive a felicidade de ver o amor construindo, transformando e criando, atuando de forma dinâmica num mundo, às vezes, bastante paralisado por falsas crenças.

Na busca da pessoa certa, encontrei todos os meus fantasmas e, muitas das coisas que intuía, transformaram-se em verdades poderosas e instigantes, as quais nos tornam verdadeiros amantes em sua pureza suprema: um amor que tem prazer em compartilhar, que não é vivenciado como obrigação, sem exigir do outro algo em troca, ainda que seja por um único instante... posto que, assim, toda a alegria e beleza desse sentimento vão embora.

Escrevi este livro por amor e dediquei a ele todas as horas possíveis dos meus dias nos últimos dois anos.

“Procure-me” nasceu simples. Como é o amor. Ao mesmo tempo, quente, bem-humorado, sensual e feliz. Espero que ele transforme dúvidas em certezas e que facilite o caminho para quem, assim como eu, busca o verdadeiro amor.

Sei, ainda, que esta é uma simples história, mas que poderia perfeitamente ser a história de todos nós. Por fim, sei também, amigos, que é o melhor de mim. É o melhor que posso dar a vocês.

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Amar Evoluir - Agradecimentos

Agradeço a Deus ao Universo

Na Índia, alguns mestres dizem que devemos viver em estado de agradecimento. Que devemos agradecer pelos mistérios da vida. Agradecer pelo sol, mas também pela chuva. Agradecer pelo dia, mas também pela noite. Agradecer tanto as vitórias como as derrotas, pois ambas são fontes de grandes lições...

Aos que leram o rascunho inicial deste manuscrito.

À minha esposa, socorro, por compartilhar generosamente as suas impressões e o seu tempo.

Aos meus filhos por serem luz em minha vida; aos meus pais, que me deram a existência nesse plano Terrestre e me ensinaram a olhar o mundo sempre com o coração; enfim, a todos que, de uma maneira ou de outra, fizeram parte desta obra, por terem tido a generosidade de ceder parte de seu tempo e muito de sua sabedoria iluminando o manuscrito, com suas sugestões e críticas!

No entanto, não poderia deixar de agradecer a todos aqueles com os quais compartilho a vida e de dizer-lhes como são importantes para mim e o quanto eu os amo...

Guilherme Victor

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Amar Evoluir - Apresentação

Apresentação

Perdemos muito tempo satisfazendo o ego, até compreender que chega um momento em que a vontade de conhecer a nossa própria Essência se sobrepõe a todos os desejos do ego.

É uma alegria muito grande poder estar conversando com você. Quando estava escrevendo este livro, a primeira coisa que me veio à mente foi poder passar algo para as pessoas que, como eu, procuram cedo entender o sentido da vida.

Muita coisa não entendia naquela época, mas pouco a pouco fui lendo e absorvendo os ensinamentos básicos do Cristianismo primitivo. Foi no Espiritismo, porém, que conheci o verdadeiro Cristianismo: o Cristianismo redivivo.

O Espiritismo nos apresenta, na época predita (dezoito séculos depois), aquele mesmo Cristianismo que Jesus nos apresentou há dois mil anos. Só que com as coisas novas que Ele nos prometera (S. João, cap. XIV, vv. 15 a 17 e v. 26.): outro Consolador, o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhecia, por não estar maduro para compreendê-lo; Consolador que o Pai enviaria para ensinar todas as coisas e para relembrar que o Cristo havia dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é o que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que Este dissera fora esquecido ou mal compreendido.

O Espiritismo chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.

Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade quer ir até ao termo do caminho.

Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e esperança.

Não sou nenhum especialista em Doutrina Espírita, porque a cada dia sempre estamos aprendendo, revendo novos conceitos e aprimorando ideias e valores, mas posso afirmar que conhecer o Espiritismo foi uma grande bênção em minha vida.

Nele, eu pude rever a doce mensagem de Jesus, verificando a sua importância para o homem moderno. Com a Doutrina Espírita obtive a certeza da realidade imortal do Espírito; entendi que a morte não existe, que o Espírito continua vivo em outra dimensão; que estamos todos em processo de evolução em vidas sucessivas; que ninguém será condenado ao fogo do inferno; que Céu e inferno são estados de espírito; que os Espíritos podem influenciar a nossa vida muito mais do que imaginamos... Enfim, que tudo o que nos acontece tem um porquê, uma causa, uma razão de ser.

Para nós, espíritas, Jesus é o Espírito de maior evolução que o planeta Terra já conheceu. E o que acho mais interessante é que Ele não deixou nada escrito. Mas deixou certamente gravada em nossas almas a sua lição de amor. Isso prova que Jesus não foi um teórico daquilo que ensinou. Ele viveu intensamente tudo o que pregou.

Logo me vem a constatação de que muitos religiosos falam muito do que Jesus ensinou, mas vivem muito pouco o que Jesus viveu. É aquela distância muito grande entre o discurso do amor e a vivência do amor. Estamos convencidos da mensagem salvadora do Mestre, mas ainda não estamos convertidos ao sublime convite que Jesus fez a cada um de nós...

Um ponto curioso no caminho espiritual é que, muitas vezes, nos encantamos com teorias grandiosas, belas e profundas, mas esbarramos em um obstáculo inesperado: a própria vida. No campo das ideias, tudo parece fazer sentido — falamos sobre amor incondicional, sobre a importância da compaixão, da justiça, do desapego, da aceitação. Nos tornamos mestres das palavras. Mas, e na vida prática?

A sabedoria espiritual, como disse Cícero, não está em apenas adquiri-la, mas em aplicá-la. Isso é desafiador. É fácil ser sábio e compreensivo na internet, em discussões filosóficas, mas como lidamos com a realidade de quem vive ao nosso lado? Como transformamos nossas belas teorias sobre perdão, amor e compaixão em ações reais?

No fim das contas, a espiritualidade é uma prática constante, aplicada em cada ação, em cada palavra e, principalmente, em cada relação. É na vida real, com as pessoas reais, que a teoria ganha vida. E é somente aí que ela pode realmente transformar.

É por isso que precisamos sair do discurso do amor para a vivência do amor. Muitas vezes, a palavra amor se torna desgastada porque as pessoas a utilizam muito no discurso, mas pouco na prática. E poderemos começar a pô-las em prática a partir das pequenas coisas, das pequenas atitudes.

Mas muitos estarão dizendo que se trata de tarefa difícil ou quase impossível. Não é, pois se fosse, Jesus, o nosso Mestre, não nos teria recomendado o amor incondicional.

Boa leitura, e que a mensagem Jesus seja luz para a sua jornada terrena!

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Amar Evoluir - Introdução

Introdução

Evoluir não é uma opção, é uma obrigação de todos superar a si mesmo. O universo é movimento constante nunca estagnação.

Nossa vida, mergulhada muitas vezes em um ritmo excitado de pressões, preocupações e lutas constantes para conservarmos o que temos, para progredirmos materialmente, para alcançarmos o sucesso, muitas vezes nos faz esquecer que somos Espíritos em evolução e que o poder e a riqueza não transformam o homem, o que transforma o ser humano é conhecer a si mesmo, ser bom, caridoso e sendo justo.

É curioso observar como, sem perceber, muitas pessoas constroem sua identidade ao redor das coisas que possuem. E não apenas objetos materiais, mas também cargos, títulos, aparências. Perdemos muito tempo nos distraindo com o ego. Observe para onde você tem direcionado suas energias, pensamentos, escolha com sabedoria atenção e determinação.

Como se cada elemento externo funcionasse como um suporte na construção do 'eu'. Mas o que acontece quando um desses suportes é removido? A estrutura desaba?

Se a perda de um bem, de uma posição ou de um reconhecimento faz você sentir-se menor, fazendo você usar máscaras perante os outros para ser aceito pela grande massa ou pelos colegas na escola, faculdade, trabalho ou mesmo nas redes sociais, talvez sua autoestima esteja condicionada como os outros lhe vê, então talvez sua essência seu Eu não esteja enraizada no que realmente importa.

Não se trata de demonizar os bens materiais. Afinal, os objetos e conquistas são parte do mundo em que vivemos e nos trazem conforto, praticidade e eficiência. Ter uma casa aconchegante, roupas adequadas, um carro funcional ou até mesmo objetos de lazer e beleza não é um problema em si. O problema começa quando essas coisas deixam de cumprir seu verdadeiro propósito – servir – e passam a nos aprisionar em um ciclo de dependência emocional e psicológica.

O consumismo desenfreado, por exemplo, é um reflexo claro disso. Compramos não pelo real valor do objeto, mas para preencher vazios internos, ganhar validação externa ou sustentar uma autoimagem ilusória. Quando a busca por bens materiais se torna uma necessidade para nos sentirmos bem sobre nós mesmos, o que era para ser um meio vira um fim. E, em vez de facilitar a vida, essas posses acabam nos possuindo.

Repare no peso que você atribui às palavras "meu" e "minha". Meu carro, minha casa, minha empresa, meu dinheiro, meus títulos, meu corpo perfeito para receber elogios. Observe se esses elementos dão a você uma sensação de valor ou se a falta deles gera um sentimento de inferioridade. A identificação com essas coisas pode criar um ciclo de dependência, onde você se sente temporariamente elevado quando adquire algo novo, mas logo essa satisfação se dissipa, exigindo a próxima conquista ou elogio para preencher o vazio.

O problema não está em ter, mas em acreditar que aquilo que temos define o que somos. Se você precisa exibir algo para se sentir mais valorizado, então está terceirizando seu próprio senso de valor.

E se, por um instante, você se despisse de todas essas camadas? Quem você seria sem seus bens, sem seus títulos, sem seu nome, sem seu histórico, sem a máscara que construiu para o mundo? O que restaria?

A resposta para essa pergunta revela o que é essencial. Aquilo que permanece quando tudo o mais desaparece. E é nisso que sua essência seu Eu precisa se apoiar: no que você é, e não no que você tem ou que a sociedade lhe impõe.

Chega um momento em que a vontade de conhecer a nossa própria Essência se sobrepõe a todos os desejos do ego.

Então, ir para dentro se torna uma necessidade, um Infinito de possibilidades a ser desvendado dentro de nós mesmos. Disse Jesus: “O Reino de Deus está dentro de vós”.

Quanto mais você se conectar com essa essência, menos precisará de elementos externos para se sentir completo. As coisas podem vir e ir, mas aquilo que você realmente é nunca se perde.

Objetos e posses são ferramentas. Use-as para facilitar sua vida, não para definir quem você é. A verdadeira liberdade acontece quando as coisas estão a serviço da sua jornada, e não o contrário.

Você é aquilo que trouxe consigo quando veio a este mundo e será o que levará consigo quando sair dele. O resto é acessório e não representa nem define seu eu real.

Afinal, você é o dono das coisas ou elas o possuem?

Precisamos pensar um pouco mais na proposta de Jesus: "O que adianta ao homem - ganhar todo o mundo e perder a sua alma? De que adiantam os títulos, os cargos, os bens e perder-se moralmente?" A vida de cada um, para Jesus, não consiste na abundância dos bens que possui. O homem, em geral, acha que o importante é ter dinheiro e usufruir dele. Esses que assim pensam e agem chegarão mendigos ao plano espiritual. Temos que pensar num progresso material acompanhado do desenvolvimento espiritual. Quando isso não acontece o que vemos são seres voltados exclusivamente ao ego.

Temos que recordar o que Jesus nos falou sobre a nossa origem divina, dizendo-nos: "Vós sois a Luz do mundo, brilhe a vossa Luz" (S. Mateus, cap. V, vv. 14-16). Aqui, Ele queria que soubéssemos exatamente que, como Ele, nós também somos Luz do mundo. Ele nos mostrou que a Luz está em nós e que devemos fazê-la brilhar, tomando-O como caminho, modelo e guia.

Em outra oportunidade, Jesus afirmou: "Vou preparar-vos um lugar, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também" (S. João, cap. XIV, vv. 2-3). Novamente, encontramos Jesus dizendo-nos: "Sede perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito" (S. Mateus, cap. V, v. 48). Aqui Ele fala, com bastante clareza, de nossa ascensão: está mais do que claro que podemos atingir a evolução.

Amar e evoluir – Nos faz recordar o que é essencial para nossa evolução, para a nossa ascensão ao Pai. Para tanto, o primeiro caminho que temos que percorrer é o do nosso interior. Ali procederemos a uma reforma e analisaremos o que estamos fazendo – se estamos alimentando nossa animalidade, nossa inferioridade. Temos que abrir os olhos, dar um mergulho dentro de nós mesmos, nossa essência e reconhecer quais escolhas faz desperta nossa luz o Reino de Deus em nós. Os nossos erros e todos os sentimentos inferiores que nos dominam faz parte do ego. Muitas vezes, nos moldamos para atender às expectativas da grande massa, temendo rejeição ou julgamento, com isso acabamos criando uma máscara para sermos aceitos, mas no processo, nos afastamos de quem realmente somos buscando validação externa, nossa essência não depende da aprovação dos outros.

Precisamos compreender, enfim, que aqui estamos para evoluir. Necessário, então, que paremos e analisemos o que nós, cristãos de todas as denominações, estamos fazendo com os ensinamentos de Jesus: Será que estamos verdadeiramente caminhando pelos ensinamentos por Ele deixados para nos conduzirmos em nossa evolução? Será que estamos nos tornando melhores, mais afáveis, mais amigos, mais irmãos? Necessitamos crescer, amadurecer, libertar-nos do jogo irracional, assim nos tornaremos unidade com nosso Pai.

A proposta de Jesus para evoluirmos é que tenhamos o amor pleno, real, sem preconceitos, sem distinção de raça, credo... não o amor egoísta, interesseiro, onde tudo é para mim, os outros são os outros... Se Jesus nos pediu que amássemos como Ele, precisamos desenvolver este amor que está em nós - amor maternal, filial, fraternal. O desejo Dele é de que também atinjamos esse patamar superior do amor.

Somente com progresso interno, quando tirarmos nossas imperfeições morais e intelectuais, aí sim... conseguiremos ter uma vida elevada... Quando olharmos o nosso passado e vermos que não mais nos detemos nos prazeres transitórios da vida, notarmos que os momentos marcantes de nossa existência são aqueles em que vivemos no amor; quando conseguirmos tratar os irmãos com tolerância, e cada vez que tomarmos consciência dos nossos pensamentos negativos, procurando substituí-los por outros elevados - pensamentos de amor, compaixão e justiça – instantaneamente, iremos notar uma mudança no nosso estado de espírito e sentiremos que estamos pouco a pouco nos tornando melhores e com isso buscado cada vez mais nossa evolução. O Universo te dá aquilo que você vibra...

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Pensamentos - 1

Quem tem plena consciência da sua essência não se curva ao peso e opinião da grande massa...

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Pensamentos - 2

Quando você silencia sua intuição eclode. É a força do universo agindo...

A intuição tem o poder de nos envolver tão profundamente, de algum modo, fazendo despertar até mesmo os mais adormecidos.

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Pensamentos - 3

A intuição é a voz silenciosa do universo guiando você por um caminho, que o ego não compreende. Confie nesse poder interior, pois ele conecta você à sua essência, ao cosmo e ao microcosmo que existe em você. Seguir a sua intuição é acreditar em si mesmo, e ter coragem para trilhar um caminho único que só você pode construir!

Avatares em inglês

Vídeo de apresentação do livro dos avatares em inglês.

Livro procure-me

Vídeo de apresentação do livro Procure-me.